Escola Delfim Santos

Pais põem mãos à obra

Os pais e encarregados de educação da Escola Delfim Santos não esperam pela promessa de melhorias feita pelo Ministério da Educação e puseram mãos à obra. Pintaram salas e o espaço exterior, arranjaram a sala de convívio , entre outras benfeitorias. Entretanto, a Assembleia Municipal aprovou por unanimidade uma recomendação a defender a reabilitação urgente aquele estabelecimento de ensino, nomeadamente a retirada de todo o amianto das suas coberturas.

Mariza Gonçalves

11/10/2018

A presença de amianto nas coberturas da Escola Delfim Santos continua a preocupar os encarregados de educação. A remoção deste material, durante o ano lectivo 2018-2019, foi prometida pelo delegado regional da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE) durante uma reunião que se realizou a 12 de Julho com a direcção da Associação.

Na mesma ocasião, foi garantido que, entre 2019 e 2020, serão mudadas as caixilharias dos edifícios da escola, estando previstas as pinturas e mudanças dos soalhos das salas apenas em 2020-2021.

Paula Rodrigues, presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Delfim Santos (APEEDS) afirma que os “pais não querem esperar pela intervenção do Ministério da Educação”. Assim, durante cinco sábados, uma equipa de 100 pessoas, entre pais, avós e alunos pintaram 13 salas: 12 salas de aula e a nova sala de convívio. Colocaram e substituíram corticite em quadros de cinco salas.

Em Setembro, foram coadjuvados com o voluntariado dos colaboradores do Hotel Marriott que pintaram o recreio e o espaço exterior da escola. No dia 19 de Setembro, foi a vez de 50 voluntários do Curso de Ciências Médicas da Universidade Nova darem o seu contributo.

A APEEDS comprou todo o equipamento necessário para as pinturas. No total foram gastos pouco mais de dois mil euros, verba que resulta da venda da festa de final de ano e das quotas pagas pelo pais. O agrupamento forneceu 10 latas de tinta branca.

Sala de convívio remodelada 

Um novidade para os alunos foi a remodelação da sala de convívio, espaço que estava sub-aproveitado. Através de uma candidatura efectuada por uma encarregada de educação ao orçamento participativo da Junta de São Domingos de Benfica em 2017 foi mobilada esta sala, tendo sido gastos 1400 euros da verba total de 5000 euros.

O restante desta quantia vai permitir a aquisição de materiais para os laboratórios de Ciências, estores e elementos decorativos da sala de convívio.

Entretanto, os pais continuam preocupados com as características de climatização das salas que atingem temperaturas muito elevadas no Verão e frias no Inverno. “Neste sentido, tentaremos colocar estores complementares em algumas salas, recorrendo a fundos próprios ou donativos de empresas.”

Queda Árvore Delfim Santos

Queda de árvore assusta pais e alunos 

Junto aos portões da Delfim Santos, muitos pais aguardavam a saída dos filhos. Algumas famílias já se dirigiam para as suas viaturas. De repente ouve-se um estrondo. Eram 18h42 do dia 28 de Setembro, uma sexta-feira.

Perante a surpresa de todos um ramo de grandes dimensões cai em cima de um dos carros, ocupando o passeio e derrubando um sinal de trânsito, de aviso de proximidade de uma escola. Alguns transeuntes aperceberem-se da situação grave: por um instante, anteviram o que lhes poderia ter acontecido.

Segundo nos dizem, o referido passeio costuma estar repleto de pais e crianças e dadas as dimensões do ramo e a queda do sinal de trânsito, foi uma sorte não ter atingido ninguém”. Por poucos segundos, poderiam ter-se registado feridos e não apenas danos materiais, como acabou por acontecer. “A poda das árvores junto a uma escola não devia de ser uma prioridade?”, “Quem é o responsável por isto se acontece uma desgraça?”, “Passamos aqui diariamente com os nossos filhos!”, são alguns dos comentários que se ouvem entre o grupo de pais, ainda incrédulos com sucedido.

Entretanto, contactada telefonicamente a Junta de Freguesia, a situação não foi considerada como urgente, sublinhando a responsabilidade da Câmara Municipal de Lisboa.f


seta

A Reter Assembleia Municipal defende reabilitação urgente

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou por unanimidade, a 18 de Setembro, uma recomendação proposta pelo MPT, na qual apela ao Ministério da Educação “que promova com urgência uma acção de reabilitação da Escola Básica 2,3 Delfim Santos, para que o recinto escolar deixe de representar uma ameaça ao bem-estar e à integridade física da sua comunidade”.

No documento solicita-se ainda “a divulgação da lista de estabelecimentos de Ensino identificados como contendo amianto na constituição do edificado, bem como o calendário previsto para remoção do fibrocimento destas estruturas”.

Segundo os deputados municipais, “a escola não foi alvo de qualquer intervenção de reabilitação significativa”desde a sua inauguração em 1981. Em relação ao amianto que existe nas coberturas dos telhados que estão directamente ligadas ao interior dos edifícios da Escola Delfim Santos, “apresentam danos que, em última instância, podem representar uma fonte de exposição directa a fibras de amianto a toda a comunidade escolar, que inclui 1000 crianças, com idades compreendidas entre os 9 e os 15 anos, e cerca de 96 professores e 30 auxiliares de educação”.f

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