Gabinete de Estudos Olisiponenses: 25 anos na freguesia

Redacção

26/05/2018

O Gabinete de Estudos Olisiponenses (GEO), uma entidade dedicada aos estudos sobre Lisboa, fez 25 anos de vida na freguesia. O GEO foi criado em 1954 pelos Serviços Culturais da Câmara Municipal de Lisboa, com o intuito de possibilitar o estudo e a divulgação da história da cidade. Para além de cooperar com a comunidade científica, desde universidades a centros de investigação, o GEO apoia instituições culturais nacionais e estrangeiras, escolas e juntas de freguesia do município, para além de promover a valorização do património histórico e cultural de Lisboa, junto da comunidade.

O GEO está instalado no Palácio do Beau Séjour desde 1992, espaço que dispõe de um dos mais completos espólios cartográficos, arquivísticos, iconográficos e bibliográficos de Lisboa. O GEO promove ainda diversas conferências de entrada livre. 

O Palácio Beau Séjour 

Em 1849, a futura Viscondessa da Regaleira compra a antiga Quinta das Loureiras, para construir um palacete segundo modelos arquitectónicos de influência inglesa e exótico jardim de desenho romântico.

Após a sua morte em 1858, a sua sobrinha e herdeira, Baronesa da Regaleira, vende a quinta ao Barão da Glória. Este empreendeu obras de embelezamento da casa, sobretudo o revestimento das fachadas a azulejo de estampilha da Fábrica Viúva Lamego, e do jardim com engrandecimento do lago e das esculturas. Após o falecimento do Barão, em 1876, os seus dois sobrinhos iniciam uma campanha de enriquecimento decorativo da casa e jardim.

Nesta colaboram alguns dos mais conceituados artistas na altura, sob orientação do pintor Francisco Vilaça, os irmãos Bordalo Pinheiro - Columbano, Maria Augusta e Rafael. O imóvel é legado à família Dias de Almeida que a vende aos Maristas por volta da década de 70. No Palácio funcionaram os serviços administrativos do Colégio.

O Palácio e o jardim passam para a posse da Câmara, que os restaura, sendo hoje possível admirar o famoso tecto do Salão Dourado, uma tela pintada por Columbano Bordalo Pinheiro intitulada “O Carnaval de Veneza”, o lavatório ornamental de Rafael Bordalo Pinheiro, e o tecto da Galeria de Pintura pintado por Francisco Vilaça, entre outros pormenores decorativos de interesse.f

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