Cabecero Avenidas Novas

Lixo

Definitivamente provisório

Os autarcas não têm mão no problema do lixo que continua a invadir as ruas.

Redacção

16/09/2018

De "situação provisória” de Duarte Cordeiro, vereador da Câmara Municipal de Lisboa com o pelouro da higiene pública, a invasão de lixo nas ruas da cidade passou a ser uma “situação excepcional” segundo o vereador João Paulo Saraiva, responsável pelos pelouros dos Recursos Humanos e Finanças.

A justificação também passou a ser outra: agora, já não é o período de férias dos trabalhadores a causa para a não recolha do lixo, mas sim a pressão turística. Solução apontada: a abertura de uma “nova contratação para cantoneiros”, “novos equipamentos e mais meios mecânicos para fazer face ao que é a pressão da higiene urbana”. E claro, campanhas de sensibilização. 

A falta de planeamento dos serviços autárquicos quando à frequência da recolha de lixo é uma realidade com a qual os moradores se enfrentam todos os dias. Ana Gaspar, presidente da Junta de Freguesia, reconhece que "tem havido algumas queixas", admitindo que o "período de férias é naturalmente um tempo mais difícil para todos". A autarca afirma que existe falta de meios para dar resposta às questões de higiene urbana, mas, sobretudo, considera necessário sensibilizar a população para "comportamentos mais civilizados".


Quadros insuficientes

Também José Soares, presidente da Associação de Moradores das Avenidas Novas, afirma que o aumento do lixo é devido ao acrescimento de turistas e a "quadros insuficientes" dos serviços autárquicos. "Experienciamos todos os dias avistamentos de ratazanas, junto dos caixotes espalhados por toda a freguesia”, salienta. “Damos um passo na rua e a hipótese de nos cruzarmos com baratas é bastante elevada” revela este morador.

Para José Soares, esta situação é desconfortável e gera alguma insegurança nos moradores”. Para o dirigente associativo é necessário que as pessoas vejam efectivamente resultados dessa urgência no controlo das pragas da cidade", insistiu.

Para a associação, deveria ser maior a frequência da recolha de lixo. "Não faz sentido que as pessoas fiquem com os resíduos indiferenciados nas suas casas sábado, domingo e segunda, à espera de serem recolhidos", salientou José Soares.f

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