Cabecero Avenidas Novas

Jardim dos Cavaleiros: Insalubridade, ruído e conflitualidade quanto baste

A falta de civismo dos utentes do Jardim dos Cavaleiros tem sido motivo de preocupação e gera um sentimento de insegurança entre os moradores.

Redacção

19/04/2018

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou por unanimidade uma recomendação à Câmara Municipal para que desenvolva medidas para reduzir os problemas causados na zona do Jardim dos Cavaleiros por pessoas que se  juntam na zona para consumir álcool. A recomendação surge na sequência de uma petição promovida pelos grupos de moradores Vizinhos do Areeiro e Vizinhos das Avenidas Novas.

Entre as medidas recomendadas constam a possibilidade de a autarquia introduzir limitações horárias nos estabelecimentos comerciais da zona e de interceder junto da Caixa Geral de Depósitos (CGD) - uma vez que o jardim se situa no anfiteatro exterior da sua sede em Lisboa -, por forma a garantir a limpeza adequada.

Os deputados municipais recomendam ainda à Câmara de Lisboa que, em conjunto com a CGD, "estude e implemente medidas de mitigação da insalubridade entre o anfiteatro e o piso superior, onde se verificam urina e outros dejectos". A autarquia deve ainda promover uma adequada fiscalização e controlo de horário dos estabelecimentos comerciais. 

Frisando que "são vários os problemas de insalubridade e ruído na apropriação do espaço público causado por pessoas a consumir álcool no Arco do Cego e no Jardim dos Cavaleiros", os deputados lamentaram a ausência de respostas por parte da Câmara de Lisboa, da PSP, da CGD e dos estabelecimentos em causa (uma loja de conveniência de um posto de combustível e um restaurante) quando interpelados pela Assembleia Municipal.

A falta de civismo dos utentes do referido jardim tem sido motivo de preocupação e gera um sentimento de insegurança entre os moradores. Segundo os deputados municipais, “são manifestos os problemas de insalubridade, ruído e conflitualidade na apropriação do espaço público, causados pela enorme presença de pessoas a consumir álcool na zona em questão (Rua do Arco do Cego, “Jardim dos Cavaleiros” e anfiteatro exterior da sede da CGD).

No relatório, consideram que “estes problemas parecem ter-se agravado na sequência das obras realizadas no espaço público na Rua do Arco do Cego que aumentaram a zona pedonal adjacente aos estabelecimentos em causa e das medidas implementadas de limitação de horário relativamente aos estabelecimentos adjacentes ao Jardim do Arco do Cego, onde o problema era semelhante”.

Mais fiscalização

Os deputados municipais recomendam que a Edilidade “interceda junto da CGD para garantir a limpeza adequada, regular e suficiente do espaço privado de utilização pública, anfiteatro e jardim, por forma a manter o mesmo em condições de ser fruído pela população em geral e com reconhecimento pela sua importância histórica”. Entre outras medidas, é sugerido que se melhore a iluminação pública do local ou implementem medidas físicas de encerramento das escadas no período nocturno.

Os deputados municipais pretendem que a Polícia Municipal, assim como a PSP, promovam a fiscalização e controlo de horário dos estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas” e reforcem de forma regular e visível a vigilância da manutenção da ordem pública”.

Os deputados também sugerem à Junta de Freguesia que tenha um especial cuidado ao nível da higiene urbana dos espaços em questão e zonas adjacentes, bem como na manutenção dos diversos equipamentos de mobiliário urbano, existentes no espaço público.f

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