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Alto do Parque: moradores contra prostituição e droga

A criação de uma praça em frente do Liceu Maria Amália é uma proposta que está ser desenvolvida pela Associação de Moradores do Alto do Parque (AMAP) em parceria com outras entidades da zona desde a direcção daquele estabelecimento de ensino até comerciantes e empresários da hotelaria.

Redacção

20/05/2018

A ideia é propor à Câmara Municipal de Lisboa que, no âmbito do programa “Um Bairro uma Praça”, se encare as pretensões dos moradores. Fátima Lopes, directora do Liceu e uma das promotoras da ideia, explica-nos que nos intervalos das aulas os alunos não têm para onde ir e passam o tempo na via pública. “Uma vez que existe um espaço em frente da escola propomos transformá-lo numa praça que seja também um ponto de encontro de moradores e criar novas dinâmicas na zona por forma a acabar com a prostituição e o tráfico de droga”, salienta a professora.

Com cerca de 1200 alunos, aquele estabelecimento de ensino funciona até às 23h00“e sempre tivemos de conviver com situações muito pouco educativas”, dada a presença ALTO DO PARQUE Moradores querem praça para combater prostituição e tráfico de droga constante de prostitutas, chulos e traficantes de droga. Luiza Cadaval de Sousa, presidente da Associação de Moradores do Bairro Alto do Parque (AMBAP), considera que “a transformação do referido espaço em praça, com quiosque e esplanada, para além de uma iluminação adequada aumentaria a atractividade da zona para os moradores”.

aspasA ideia é criar um ponto de encontro para moradores e estudantes do liceu Maria Amália por forma a gerar novas dinâmicas no bairro. 


Prostituição e tráfico de droga


Os moradores do Bairro do Alto do Parque pretendem o reforço do policiamento e da segurança por forma a acabar com a prostituição e o tráfico de droga na zona. Há cerca de quatro anos que alertam as autoridades competentes, desde a Polícia de Segurança Pública (PSP) até à Câmara Municipal de Lisboa (CML), passando pela Junta de Freguesia. Segundo Luiza Cadaval de Sousa, “nunca houve vontade de resolver o problema”. Segundo esta residente, “todas as noites o bairro está a ferro e fogo e os moradores não conseguem dormir!”

A prostituição, mais feminina do que masculina, deambula pelas ruas daquela zona da cidade, mas concentra-se mais nas quatro esquinas da Rua Padre António Vieira com a Rua Rodrigo da Fonseca e com a Rua Castilho. De acordo com Luiza Cadaval, "para além do barulho provocado por constantes desacatos e o movimento nocturno inerente as actividades relacionadas com a prostituição e o tráfico de droga, “todo o tipo de lixo é deitado para o chão ou deixam-no em cima das caixas de electricidade”.

Outra questão que nos é referida, é o facto do espaço público ser usado como “instalação sanitária”, principalmente passeios e os espaços entre os carros que estão estacionados.

Gangs agravam insegurança

A situação tem-se agravado nos últimos tempos, com o aumento do tráfico e consumo de droga e a presença de “gangs”. Luiza Cadaval lembra que a situação afecta a qualidade de vida dos moradores porque se trata de um bairro residencial do centro de Lisboa, onde se situam vários hotéis e está junto do parque da cidade. Segundo esta responsável, “o aparecimento de gangs rivais que tomaram de assalto as nossas ruas, veio aumentar a criminalidade, a que se juntam taxistas proxenetas e motoristas de empresas de reboque”.

A situação é especialmente crítica no túnel da Marquês de Subserra e junto da loja de vending, situada em frente do Liceu Maria Amália. A mesma dirigente pergunta-se: “Porque razão a CML, a Junta de Freguesia e a PSP nada fazem?”.f

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