Liberdade de Circulação segundo João Crisóstomo

Redacção

26/05/2018

seta“Os capitais e a ciência não têm pátria; é sempre boa política convidálos a concorrer para o progresso do país” defendia João Crisóstomo de Abreu e Sousa. Perante a situação das finanças, consideradas uma catástrofe nacional, o político afirmava a ascendência da preocupação com as “economias permitidas pelas necessidades dos serviços públicos e pelos encargos essenciais da civilização” sobre a dos “melhoramentos materiais”, tornados incompatíveis com a reduzida capacidade financeira do Estado.

Neste panorama reservava-se uma única excepção, aplicável aos investimentos em curso, justificada pela defesa dos “interesses públicos”. O liberal defendia a liberdade de circulação, nestes termos: “se a produção é acelerada pela circulação da produção, o consumo o é igualmente, aumentando assim a facilidade de cada um satisfazer as suas necessidades que vão crescendo na razão dessa facilidade”.

E concluía: “se fosse possível que a circulação parasse de todo, a produção estacava completamente. Por isso, é a actividade relativa da circulação, mais que nenhuma outra circunstância, que constitui a superioridade industrial de um povo a respeito de outro”. E num outro momento, escreveu: “ a liberdade não é o fim, mas é um meio, uma condição essencial da mais produtiva aplicação da actividade humana”.f

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