Peditórios ao Domicílio

Trata-se de uma burlona que, normalmente actua sozinha e não tem propensões violentas. Simpática e procurando ser empática, mostra-se muito vulnerável, podendo simular uma gestação ou uma doença e, à medida que vai ganhando confiança da vítima, vai fazendo pequenas "conquistas".

Redacção com a colaboração da Polícia de Segurança Pública

24/07/2018

Este mês, aludimos às burlas do tipo “peditórios ao domicílio”.Acontecem, não raras vezes de forma silenciosa, o que apenas facilita quem faz modo de vida desta tipologia criminal. Na esmagadora maioria das vezes, trata-se de uma burlona. Normalmente, actua sozinha e, por razões já descritas nesta coluna, não tem propensões violentas.

Simpática e procurando ser empática, mostra-se muito vulnerável, podendo simular uma gestação ou uma doença e, à medida que vai ganhando a confiança da vítima, vai fazendo pequenas “conquistas”. Um copo de água, uma ida à casa de banho ou mesmo nenhum pedido em particular, são pretextos para se tornar uma presença assídua no prédio. Até os outros moradores começam a conhecê-la e não estranham.

Conquistada a confiança e um ambiente e com grande à vontade, facilmente perdemos o controlo da situação. Entretanto, a vítima abriu a porta e acede a um pedido da burlona que a obriga a ir buscar algo. Aproveitando esta ausência e distracção, num pequeno intervalo de tempo, a burlona consegue subtrair a carteira ou outros objectos de valor que estejam no seu alcance directo (por exemplo, num móvel ou no bengaleiro da entrada).

A astúcia e a sua imagem criada junto à vítima podem fazer com que volte ao local do crime. Até porque a vítima nem se apercebeu do roubo ou julga que a pessoa em causa será incapaz de roubar.

Uma situação é sempre distinta das demais, mas deixamos alguns conselhos de prevenção:
? Se receber visitas deste tipo, procure ter um familiar, vizinho ou amigo por perto.
? Se se trata de um desconhecido ou de uma presença indesejada, não conflitue,, nem abra a porta. A entrada e permanência de estranhos num prédio de habitação não é permitida. Como referimos nas duas edições anteriores, “quem vê caras não vê corações”. Desconfie sempre, quando lhe batem à porta com peditórios.

Parece-lhe demasiado óbvio para ser enganado? Outros também pensaram assim até ao dia! Seja prevenido, atento e solidário. Conte com a PSP para apoiar e esclarecer! Sejamos seguros! Voltaremos ao tema.f

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